Baleia Rossi fecha as portas do MDB para o crime organizado

Resolução inédita cria barreiras rígidas contra filiação e candidatura de integrantes de facções, milícias e grupos paramilitares

O presidente nacional do MDB e deputado federal por São Paulo, Baleia Rossi, assinou uma resolução que estabelece critérios rigorosos para impedir a filiação e a candidatura de pessoas ligadas ao crime organizado nas eleições de 2026. A medida, considerada inédita entre os grandes partidos brasileiros, busca fortalecer os mecanismos internos de controle e preservar a integridade da atividade política.

Por meio da Resolução nº 1, de 30 de março de 2026, o MDB passa a vetar a participação de indivíduos que mantenham vínculos com facções criminosas, milícias ou grupos paramilitares. Segundo Baleia Rossi, a decisão foi tomada diante das preocupações crescentes sobre a tentativa de organizações criminosas de ampliar sua influência sobre as instituições democráticas.

“O crime organizado está tentando entrar na política e o MDB colocou em prática regras rígidas para impedir que eles estejam no nosso partido”, afirmou o dirigente nacional. Para ele, a iniciativa representa um compromisso com a defesa da democracia e da ética na vida pública. Em Taquaritinga e região, a iniciativa recebeu o apoio do deputado estadual Jorge Caruso, aliado político de Baleia Rossi no MDB paulista. Caruso enalteceu a resolução e destacou que a medida reforça o compromisso do partido com a ética, a transparência e a defesa das instituições democráticas.

Além das exigências previstas pela legislação eleitoral, a resolução determina uma análise aprofundada da vida pregressa dos pré-candidatos, incluindo a verificação da origem dos recursos utilizados em campanhas e a avaliação de vínculos pessoais, profissionais e societários.

Com a nova resolução, o MDB pretende estabelecer uma política de tolerância zero contra qualquer tentativa de aproximação entre a atividade partidária e organizações criminosas, reforçando o compromisso da legenda com a transparência, a legalidade e a defesa das instituições democráticas.