A PAZ NO HORIZONTE
Por: Luís José Bassoli – advogado, professor e jornalista
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o presidente do Parlamento do Irã, Bagher Ghalibaf, estão em Bürgenstockna, Suíça, neste domingo (21/6), para firmarem o acordo preliminar, com as diretrizes para encerrar o conflito, estipulando prazo de 60 dias para um acordo definitivo.
DELEGAÇÕES DE ALTO NÍVEL
Pelos EUA, participam também Steve Witkoff, megaempresário do mercado imobiliário, bacharel em Direito pela Universidade Hofstra, Enviado Especial para o Oriente Médio; e Jared Kushner, investidor imobiliário e de mídia, doutor em Direito pela Universidade de Nova York, que era ligado ao Partido Democrata, atual representante do governo Trump no Processo de Paz. Pelo Irã, o chanceler Abbas Araghchi; o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi; e o porta-voz do ministério, Esmaeil Baghaei.
FATOR ISRAEL
Há uma semana, Trump, Gharibabadi e Shehbaz Sharif (primeiro-ministro do Paquistão) anunciaram o desbloqueio do Estreito de Ormuz e o fim das operações militares, incluindo no Líbano, como medidas prévias ao acordo. Acontece que Israel continua atacando o Líbano, o que levou o Irã anunciar novo fechamento de Ormuz e cogitar suspender as negociações na Suíça. O ministro da Segurança israelense, Ben-Gvir, já declarou que “não é parceiro deste acordo”, e o premiê Netanyahu rejeita cessar as ações no Líbano.
Após intervenção de diplomatas do Paquistão, Catar e Suíça, o Irã decidiu manter as negociações, mas critica os EUA por não conterem Israel.
COMPROMISSADOS COM A PAZ
Os presidentes dos EUA, Trump, e do Irã, Pezeshkian, ao que parece, estão, pela primeira vez, realmente dispostos a acabar com a guerra. Teerã concordou encerrar seu programa nuclear para fins militares, não adquirir nenhum artefato atômico e abrir Ormuz; Washington em descongelar os fundos financeiros iranianos e aliviar as sanções econômicas.
Nos bastidores, agentes do Paquistão, Catar, Arábia Saudita, Omã, Egito e Turquia trabalham, intensivamente, para o sucesso do acordo – além da atuação “discreta” dos chineses e russos.
O grande entrave está em Tel Aviv.
(Com: BBC; Opera Mundi; DW; G1; Brasil247 e agências).

