ACREDITAR NA PAZ

Depois das ameaças de Trump de voltar a atacar o Irã, mediadores do Paquistão e Catar anunciaram que as primeiras negociações de paz, na segunda-feira (22/6), na Suíça, tiveram “progressos encorajadores”.

EUA e Irã chegaram a dois entendimentos centrais: a criação de mecanismo para encerrar os combates entre Israel e Hezbollah, no Líbano; e a abertura de um canal de comunicação para garantir a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz. As negociações continuarão durante a semana, rumo ao acordo final em 60 dias.
O Departamento do Tesouro americano suspendeu, por dois meses, as restrições à exportação de petróleo iraniano, em dólares, e o acesso do país ao sistema financeiro internacional; o Irã aceitou discutir seu programa nuclear e a reabertura de Ormuz.
Israel não se manifestou.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, iniciou uma série de visitas aos Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein; e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, esteve no Paquistão, principal país mediador, para tratar dos próximos passos das negociações. Autoridades iranianas também conversarão com líderes de outros países do Golfo Pérsico sobre segurança regional, de acordo com o primeiro-ministro do Catar, Abdulrahman Al-Thani.
Trump declarou que o principal objetivo é impedir o Irã de obter uma arma nuclear, e reiterou que a ação militar continua sendo opção, se Teerã não cumprir o acordo.
(Com: CNN; Valor Econômico; Veja; UOL e agências).
Imagens: France Press; Shutterstock; Allan Ravagnani.

