Em meio à crise financeira, Prefeitura envia à Câmara projetos para criar novos cargos

Propostas previam três novas funções na estrutura municipal, mas foram rejeitadas por unanimidade pelos vereadores

Diante da delicada situação financeira enfrentada pela Prefeitura de Taquaritinga, a Câmara Municipal rejeitou, por unanimidade, na última sessão, duas propostas do Poder Executivo que resultariam na criação de três novos cargos na estrutura administrativa municipal.

Uma das matérias foi o Projeto de Lei Complementar nº 6.295/2025, que previa a criação dos cargos de secretário adjunto da Educação e secretário adjunto da Saúde. Pelo texto, cada uma das duas secretarias passaria a contar com um cargo de secretário adjunto.

Na justificativa encaminhada ao Legislativo, o Executivo argumentou que Saúde e Educação concentram grande número de unidades e servidores e que os novos cargos auxiliariam na administração das pastas. O documento cita 27 unidades escolares e 15 unidades de saúde. A Prefeitura também sustentava que alterações na remuneração de cargos de chefia da Secretaria de Serviços Municipais proporcionariam economia, permitindo que parte dos recursos fosse destinada aos secretários adjuntos.

O segundo projeto em análise foi o PL nº 6.380/2026, posteriormente apresentado por meio de substitutivo, que criava o cargo comissionado de diretor da Causa Animal, vinculado à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Segundo o Executivo, a diretoria teria entre suas atribuições coordenar políticas de proteção animal, campanhas de castração e adoção, atendimento a denúncias de maus-tratos e ações de controle populacional de cães e gatos.

Apesar das justificativas apresentadas pela administração, os vereadores entenderam que o momento financeiro do município não comporta a ampliação da estrutura com novos cargos. As duas propostas acabaram rejeitadas por unanimidade, impedindo, neste momento, a criação das três funções.

A decisão ganha ainda mais peso diante das dificuldades financeiras que vêm sendo enfrentadas pelo município e sinaliza uma postura do Legislativo de conter novas despesas permanentes com pessoal enquanto as contas públicas permanecem pressionadas.