“A brincadeira acabou”, diz Beto Girotto em duras críticas à gestão de Fúlvio Zuppani
Presidente da Câmara afirma que vereadores têm cobrado mudanças, critica decisões do Executivo e diz que Legislativo não vai “compactuar” com situações consideradas irregulares

O presidente da Câmara Municipal de Taquaritinga, vereador Beto Girotto (MDB), fez um duro pronunciamento ao tratar da administração do prefeito Fúlvio Zuppani. Em sua fala, Beto Girotto afirmou que os vereadores vêm recebendo reclamações e denúncias e demonstrou insatisfação com os resultados das reuniões realizadas com o chefe do Executivo.
Antes das críticas, o presidente comentou o pedido de abertura de uma comissão processante envolvendo o prefeito. Segundo ele, por se tratar de uma situação inédita e de grande impacto para o município, a Câmara está buscando respaldo jurídico e analisando cuidadosamente o procedimento antes de qualquer decisão.
Beto disse que, em reunião realizada há cerca de um mês, os vereadores apresentaram ao prefeito sugestões para redução de despesas e mudanças administrativas. Entre elas, estaria a diminuição de cargos e o maior aproveitamento de servidores de carreira. Para o presidente, porém, algumas medidas anunciadas pela Prefeitura acabam sendo revistas posteriormente, provocando insegurança entre servidores e aposentados.
O vereador citou como exemplo discussões envolvendo horas extras e benefícios de aposentados e pensionistas. Segundo ele, mudanças anunciadas e posteriormente revistas acabam causando “um desgaste fenomenal” entre o funcionalismo.
Em um dos momentos mais contundentes, Beto afirmou que as reuniões com o Executivo nem sempre estariam produzindo os resultados esperados.

“Dá a impressão que ele sai da reunião dizendo: enganei esse bando de trouxa mais uma vez, empurrei com a barriga.”
Na sequência, elevou o tom: “Aqui ninguém nasceu ontem”, afirmou, acrescentando que os vereadores acompanham o que ocorre dentro da administração municipal.
Ao final, Girotto deixou o recado mais forte da noite: “A brincadeira acabou”. O presidente afirmou que o Legislativo não pretende compactuar com situações que considere inadequadas e disse que cobranças feitas ao Executivo durante reuniões precisam resultar em providências efetivas.

