Quando fazer o bem incomoda
Egideão Lourenço é daqueles que ajudam sem escolher a quem e, justamente por isso, acabam despertando admiração — e também a maldade de quem prefere julgar antes de conhecer

Tem gente que entra na vida da gente quase sem pedir licença. Chega devagar, numa conversa, num encontro qualquer, numa atitude aparentemente simples. E, quando percebemos, já conquistou um espaço importante pela forma de ser.
Egideão Lourenço é uma dessas pessoas.
Aprendi a admirá-lo não pelo que dizem dele, mas pelo que vejo. Pelo jeito simples, pela disposição permanente em ajudar e, principalmente, pela maneira como estende a mão sem ficar perguntando quem é, de onde veio ou o que poderá receber em troca.
Parece que Egideão está sempre de plantão para fazer o bem.
É difícil encontrar uma entidade de Taquaritinga que, em algum momento, não tenha recebido sua ajuda. Mais difícil ainda é acompanhar sua trajetória de perto e não perceber que existe ali um coração enorme, desses que não cabem no peito.
Mas existe uma velha regra da vida: quanto mais você aparece fazendo alguma coisa, mais se expõe. E, infelizmente, nem todo mundo olha o bem com bons olhos. Sempre haverá quem desconfie, quem procure segundas intenções, quem transforme solidariedade em suspeita e bondade em motivo para maldade.
Talvez seja o preço de quem não fica parado.
Egideão entrou para o meu rol de amigos. Daqueles amigos que a vida apresenta e que a convivência ensina a respeitar. Alguém de quem aprendi a gostar e cuja trajetória passei a admirar.
E sei que, ao escrever estas palavras, aparecerá alguém dizendo que faço isso porque temos uma relação comercial. Ledo engano.
Quem acompanha minha coluna sabe que, quando escrevo sobre alguém, escrevo porque quero. Porque acredito. Porque vem do coração. Anunciante ou não, parceiro comercial ou não, caráter não se compra em contrato de publicidade.
Antes de julgar Egideão Lourenço, seria bom conhecê-lo.
Porque falar é fácil. Difícil mesmo é fazer pelo próximo aquilo que ele faz todos os dias.

