O DRAGÃO IMPARÁVEL

A China é um Estado-civilização, milenar, iniciou na Dinastia Yin, 1600 a.C, a última dinastia em 1912. Viveu sequências de conflitos, até a 2.ª Guerra, quando 20 milhões de chineses morreram.

Em 1949, o Partido Comunista, do líder Mao Tsé-Tung, proclamou a República Popular; os capitalistas se refugiaram em Taiwan. Eram 540 milhões de habitantes, 90% na miséria, expectativa de vida 35 anos. Nos anos 1950, Mao implantou o programa “Grande Salto para Frente” – um fiasco, milhões de mortos, na chamada “A Grande Fome”; nos anos 1960, impôs a “Grande Revolução Cultural” – novo fiasco: 20 milhões de mortos. (Em 1964, se torna o 5.º país com arma nuclear; em 1971, assume o lugar de Taiwan no Conselho de Segurança da ONU).

Mao morreu em 1976; Deng Xiaoping assume em 1978 e retoma a ideia do primeiro-ministro, Zhou Enlai, “Quatro Modernizações” (agricultura, indústria, defesa e tecnologia). Diz-se que escolheu os melhores alunos, dos primeiros anos, das melhores faculdades de Economia, para criarem um novo sistema (a opção pelos calouros seria para evitar influências de Marx e Adam Smith) – deu certo: a pobreza foi zerada em 2021.

Em 1997, com o fim dos arrendamentos britânico de Hong Kong e português de Macau, Deng impôs aos territórios o socialismo na política e o capitalismo na economia, base do conceito “Um país, dois sistemas”, expandido por Jiang Zemin, aperfeiçoado por Hu Jintao e consolidado por Xi Jinping. No “socialismo de mercado”, as empresas estrangeiras têm gestão partilhada: o Partido Comunista indica o CEO (diretor-executivo), com respeito ao comércio e foco em Educação, tecnologia, infraestrutura, combate à pobreza.

O DESAFIO TAIWAN

A ilha segue num “limbo jurídico”, não há consenso sobre sua soberania; EUA/Europa defendem a autonomia, Pequim age na diplomacia, mas não descarta o uso da força para tomar o controle – Taiwan produz 90% dos microchips do mundo.

O FUTURO

O tarifaço trumpista não abalou a potência, 70% dos países a têm como principal parceiro, além de 1 bilhão de consumidores internos. A 2.ª maior economia, caminha para ser a nação mais influente na geopolítica global. Tem sua própria estação espacial (prepara uma base na Lua); a maior rede ferroviária, com trens-bala; domina produção/processamento das terras raras; destaca-se na Inteligência Artificial; superará EUA e Rússia no campo militar em 10 anos – enunciou à ambição imperialista, não utiliza força bélica e aposta em parcerias com BRICS, Organização de Cooperação de Xangai (OCX).

(Com: Elias Jabbour; InfoMoney; FMI; Wikipédia e agências).