Prefeitura tenta sair do vermelho com plano emergencial

Fúlvio Zuppani apresenta medidas de austeridade diante de dívidas acumuladas de R$ 129 milhões e déficit previdenciário de R$ 760 milhões

A grave situação financeira da Prefeitura de Taquaritinga levou o prefeito Fúlvio Zuppani à Câmara Municipal, na noite da última quarta-feira (7), para apresentar um Plano de Recuperação Fiscal e Administrativa. A proposta busca reorganizar as contas públicas diante de dívidas milionárias que comprometem a capacidade de pagamento e a manutenção dos serviços municipais.

Os números apresentados durante a audiência pública revelam a dimensão do problema. Somente até julho de 2026, a Prefeitura arrecadou R$ 181,02 milhões, enquanto as despesas empenhadas chegaram a R$ 204,98 milhões, diferença de R$ 23,96 milhões.

Outro dado preocupante é o volume de restos a pagar acumulados entre 2020 e 2025, que alcança R$ 129,04 milhões. O cenário é agravado pelo déficit atuarial do Instituto de Previdência Municipal (IPREMT), estimado em R$ 760,59 milhões.

Diante desse quadro, o prefeito Fulvio Zuppani anunciou medidas de contenção de despesas, revisão de contratos, renegociação de dívidas, controle de horas extras e intensificação da cobrança da dívida ativa.

A administração pretende preservar o pagamento dos salários dos servidores, 13º salário, obrigações previdenciárias e precatórios, além de buscar recursos estaduais e federais. Segundo o Executivo, o plano não prevê aumento de impostos.

Também foi anunciada a criação de um painel mensal no portal da Prefeitura, permitindo acompanhar os resultados das medidas adotadas.

A apresentação ocorre em meio a dificuldades financeiras que já afetam diferentes setores da administração municipal, especialmente serviços essenciais e pagamentos a fornecedores.

Mais do que anunciar cortes e renegociações, o desafio agora será transformar o planejamento em resultados concretos. Afinal, a crise financeira já ultrapassou os números dos balanços e seus reflexos são sentidos pela população.