JB LIMA, A CALMA EM PESSOA

Tem gente que passa pela vida fazendo barulho. JB prefere passar fazendo o bem

Existem pessoas tão tranquilas, mas tão tranquilas, que acabam deixando os mais agitados à beira de um ataque de nervos. Conheço uma dessas figuras. Aliás, você também conhece. É o JB Lima, talvez o fotógrafo mais conhecido de Taquaritinga, mas que ninguém sabe o nome completo.

Costumo dizer que, se um dia o JB resolver morrer de repente, vai levar pelo menos dois dias. E olhe lá! Porque até para isso, certamente, ele não terá pressa.

JB é um amigo especial. Daqueles que a gente guarda do lado esquerdo do peito. No meu caso, um peito cheio de “molinhas”, resultado das intervenções que a vida me obrigou a enfrentar.

Aliás, até nisso somos companheiros. Já encontrei o JB algumas vezes no hospital, quando fui fazer cateterismo. Estava eu, preocupado, aguardando minha vez, quando, de repente, quem aparece? O JB! Com aquela tranquilidade de quem estava chegando para tomar um cafezinho na padaria. Também aguardava o mesmo procedimento.

Mas não estou aqui para falar das nossas aventuras cardíacas. Quero falar desse ser humano diferenciado, que parece ter descoberto um segredo que o restante da humanidade ainda procura: viver sem perder a serenidade.

Nunca vi o JB irritado. Nunca o flagrei de mau humor, reclamando da vida ou perdendo a paciência. E olha que, para quem trabalha fotografando gente, motivos não devem faltar!

Ele está sempre numa boa. Fala mansa, sorriso discreto, jeito simples e aquela calma que, às vezes, dá até vontade de sacudi-lo e perguntar: “JB, você nunca fica nervoso, homem?”

Mas é justamente aí que está sua grandeza.

Num mundo onde tantos disputam espaço no grito, JB conquista o seu em silêncio. Não precisa levantar a voz para ser respeitado, nem aparecer mais que os outros para ser reconhecido.

É trabalhador, responsável, competente e, acima de tudo, um homem bom.

JB é o tipo de pessoa que todo mundo gostaria de ter por perto. Amigo de verdade, desses cada vez mais raros.

E que privilégio é poder chamá-lo de amigo!