“Não quero ser conivente”, dispara Véio Modesto ao defender CPI na Prefeitura
Vereador questiona R$ 16 milhões da saúde e pagamentos fora da ordem cronológica; Mirian Ponzio sugere audiências públicas

A Câmara de Taquaritinga recebeu, na segunda-feira (19), requerimento para abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar supostas irregularidades em pagamentos a fornecedores, prestadores de serviços e rescisões trabalhistas. O prazo solicitado é de 90 dias.

O vereador Véio Modesto fez uma das manifestações mais contundentes. Ele cobrou informações sobre R$ 16 milhões destinados à saúde por meio de deputados e afirmou que, ao questionar a aplicação dos recursos, recebeu como resposta apenas a orientação de consultar o Portal da Transparência.
“Isso não é resposta para dar ao vereador”, criticou. Véio também denunciou suspeitas de quebra da ordem cronológica dos pagamentos, com alguns credores recebendo enquanto outros aguardam. Segundo ele, reiterados requerimentos da Câmara não vêm sendo esclarecidos adequadamente.
“Eu acho que tem que fazer CPI, sim”, defendeu. E reforçou: “Eu não quero ser conivente”.

A vereadora Mirian Ponzio questionou se audiências públicas por setor não seriam alternativas para obter esclarecimentos. Disse ainda que retirou seu apoio ao entender que a iniciativa tratava de uma CPI, e não apenas de transparência sobre emendas parlamentares. Para ela, há problemas administrativos urgentes que precisam de atenção.

O presidente da Câmara, Beto Girotto, sustentou que a CPI é um instrumento legítimo de fiscalização, e não uma tentativa de cassar o prefeito Fúlvio Zuppani. “Esta Câmara não tem prefeito de estimação. Nosso compromisso é com a cidade”, afirmou.
Girotto também apontou respostas insuficientes sobre despesas do Fundeb e lembrou que resolver os problemas da administração compete ao prefeito, enquanto fiscalizar a aplicação dos recursos é obrigação dos vereadores.
As suspeitas ainda dependem de apuração e não constituem irregularidades comprovadas.

