Cemitério sem segurança: furtos de placas de bronze se multiplicam

Coveiro relata mais de 50 furtos por semana; famílias recorrem a placas de plástico e louça para evitar prejuízos

A falta de segurança no Cemitério Municipal “Cônego Lourenço Cavalini”, em Taquaritinga, tem deixado os túmulos vulneráveis à ação de ladrões. Placas de bronze são retiradas das sepulturas, causando prejuízos materiais e indignação a familiares que encontram violada a memória de seus entes queridos.

Segundo um coveiro, as ocorrências são quase diárias. “São mais de 50 furtos toda semana”, afirmou. A estimativa, embora não confirmada por dados oficiais, mostra a gravidade da situação relatada por quem acompanha a rotina do local.

Recentemente, uma mulher de 64 anos registrou boletim de ocorrência após descobrir que duas placas de bronze haviam desaparecido do túmulo do marido. Alertada por relatos nas redes sociais, foi ao cemitério verificar a sepultura e constatou o furto. A autoria é desconhecida.

A vulnerabilidade do espaço preocupa. O cemitério possui muros baixos, que facilitam a entrada irregular, e não conta com guardas ou vigilância presencial durante o dia. A instalação de segurança é uma reivindicação antiga de moradores e já foi cobrada por integrantes da Câmara Municipal, mas o problema persiste.

Diante dos furtos, algumas famílias já estão substituindo as tradicionais placas de bronze por versões de plástico ou louça. A escolha busca diminuir o interesse dos criminosos, mas revela uma situação absurda: são os familiares que precisam adaptar as homenagens aos mortos à falta de proteção.

Monitoramento por câmeras, controle de acesso, reforço dos muros e vigilância são medidas que merecem avaliação urgente pela administração municipal.

Mais do que objetos de valor, as placas carregam nomes, histórias e lembranças.