SEM EXAMES, SEM CONVÊNIO!
Taquaritinga está longe da meta e pode perder parceria histórica com o Hospital de Amor; O INCA estima, para 2026, 78.610 novos casos de câncer de mama e 19.310 de câncer do colo do útero

Enquanto o câncer continua fazendo milhares de vítimas, Taquaritinga corre o risco de perder uma parceria histórica com o Hospital de Amor, de Barretos, justamente pela baixa procura por exames preventivos do colo do útero.

O município integra o programa desde 2009, como um de seus fundadores. A meta estabelecida é de 7 mil exames anuais. Para preservar o convênio, é necessário atingir pelo menos 51% desse total: 3.570 exames. Em 2025, porém, foram apenas 2.043 — menos de 30% da meta. Segundo a coordenação local, Taquaritinga já foi notificada sobre o risco de perder a parceria.

A queda preocupa. Em 2009, foram realizados 3.353 exames. Veja os números mais recentes:
- 2021: 1.656 exames
- 2022: 2.094 exames
- 2023: 2.952 exames
- 2024: 2.177 exames
- 2025: 2.043 exames
O quadro nacional é assustador. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima, para 2026, 78.610 novos casos de câncer de mama e 19.310 de câncer do colo do útero. Em 2024, essas duas doenças mataram 28.342 mulheres no país — média superior a 77 mortes por dia. Em ambos os casos, o total de óbitos aumentou em relação a 2023.

“Não sinto nada, não preciso fazer.” É essa uma das justificativas que Danielle Sigoli, responsável pelo programa, afirma ouvir de mulheres que recusam o exame.


Mas está justamente aí o perigo: alterações que podem levar ao câncer e a própria doença podem não provocar sintomas no início. Detectá-las precocemente amplia as possibilidades de tratamento e cura.

O alerta é urgente: procure sua unidade de saúde e faça os exames indicados para sua idade e histórico. A ausência de sintomas não significa ausência de doença. Adiar a prevenção pode custar uma vida.
Fotos: G1; Boa Consulta; internet

