OS INDECISOS TERÃO A ÚLTIMA PALAVRA?

Com empate técnico nas pesquisas e 14% de indecisos na pesquisa espontânea, a eleição pode ser decidida por quem ainda não sabe em quem votar

Neste domingo, 25 de outubro, os brasileiros irão às urnas para decidir muito mais do que o nome do próximo presidente da República. Estarão escolhendo os rumos de um país dividido, marcado pela polarização política e por uma disputa que chega à reta final sem um favorito incontestável.

As pesquisas mostram um cenário de empate técnico. O levantamento Quaest, divulgado nesta quarta-feira, revelou um dado que merece atenção: os indecisos chegaram a 14% na pesquisa espontânea, o dobro do registrado na semana anterior.

É justamente nesse eleitorado que pode estar a chave da eleição.

Depois de um debate que, na minha avaliação, pouco acrescentou ao esclarecimento das propostas, fica a impressão de que muitos daqueles que esperavam encontrar motivos para decidir seu voto terminaram ainda mais confusos.

E aqui surge uma preocupação: e se os indecisos resolverem simplesmente não votar?

Nesse caso, a tese de que serão responsáveis por definir o resultado poderá ir por água abaixo. Afinal, uma eleição tão equilibrada também pode ser decidida pela ausência daqueles que desistiram de escolher.

O Brasil não precisa de mais ódio, radicalismo ou discussões entre familiares e amigos por causa de políticos. Precisa de serenidade, responsabilidade e, sobretudo, consciência na hora do voto.

Não se trata de escolher um salvador da pátria. Trata-se de avaliar quem apresenta melhores condições de governar, enfrentar os problemas econômicos e sociais, respeitar as instituições e a Constituição Federal e conduzir o país pelos próximos quatro anos.

O eleitor precisa deixar a paixão política de lado, analisar propostas, históricos e capacidade administrativa. A democracia oferece ao cidadão o direito de escolher. E esse direito carrega uma enorme responsabilidade.

Aos indecisos, fica uma reflexão: não permitam que outros decidam por vocês.

Neste domingo, o Brasil terá um vencedor nas urnas. Mas o verdadeiro vencedor precisa ser o povo brasileiro.