BRASIL DIALOGA DE CABEÇA ERGUIDA

Há 15 dias, a convite do presidente Macron, o presidente Lula foi à França, para a Cúpula do G7 (países mais desenvolvidos do mundo), e realizou vários encontros bilaterais.

Com Macron, reiterou a parceria no desenvolvimento do Submarino Nuclear; e se encontrou com os presidentes da Comissão Europeia, Conselho Europeu, Suíça e Egito; o chanceler da Alemanha e a premiê do Japão; os chefes do FMI e Interpol.

Lula aceitou pedido do presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, para uma conversa, à margem da Cúpula, e disse que o Brasil pediu ao Conselho de Segurança da ONU agir para encerrar a guerra – os dois acertaram manter contato.

Trump afirmou ter “passado bastante tempo” com Lula, sem dar detalhes. Em entrevista, o americano se confundiu todo: “Ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. (sic)”. Lula respondeu que o colega “não conhece o Brasil” e declarou: “Se tem alguém que tem que aprender com eleições civilizadas no Brasil é o meu amigo Trump”.

Nesta quarta-feira, participou da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, no Paraguai, com os convidados, os presidentes do Chile, Equador e Bolívia, e diplomatas da Colômbia, Peru, Panamá, Índia, Alemanha, Emirados Árabes, Uzbequistão e Comunidade do Caribe.

Lula enalteceu a democracia sul-americana, e deu um “recado” aos EUA: “Ninguém é dono do mundo nem da América do Sul; nenhum país do Mercosul ganhará com alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes”. E defendeu as negociações, em curso, com China, Canadá, Índia, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Emirados Árabes, Panamá e Caribe, a exemplo dos acordos firmados com União Europeia e EFTA (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein).

No G7, o Brasil se mostrou capaz de dialogar, de “cabeça erguida”, em busca de uma ordem mundial mais justa e igualitária. Na Cúpula do Mercosul, o foco foi a defesa da soberania da América Latina e o papel da região num mundo em transformação.

(Com: Brasil247; Brasil de Fato; Poder360 et al.)