Cabo solto derruba motociclista e reacende debate sobre fiscalização de lei municipal
Acidente com vítima na Rua João Mantese expõe riscos causados por fios irregulares e reforça a necessidade de cobrança às concessionárias e empresas de telecomunicações

Um acidente registrado nesta semana na Rua João Mantese trouxe novamente à tona um problema antigo em Taquaritinga: a falta de fiscalização sobre cabos e postes de energia e telecomunicações. Um motociclista caiu após atingir um cabo solto que atravessava a via, sofreu fratura na clavícula e precisou passar por cirurgia. O caso poderia ter tido consequências ainda mais graves.
Se o fio tivesse atingido o pescoço da vítima, o desfecho poderia ter sido semelhante aos acidentes provocados por linhas com cerol, que frequentemente resultam em mortes ou lesões irreversíveis. Felizmente, neste caso, os ferimentos não foram fatais, mas servem como alerta para um risco que permanece presente nas ruas da cidade.

Desde 2021, Taquaritinga possui a Lei Complementar nº 4.721, que estabelece regras para a organização e o compartilhamento da infraestrutura utilizada pelas empresas de energia elétrica e telecomunicações. A legislação determina, entre outras obrigações, a retirada de fios sem uso, a manutenção de postes em condições adequadas e a eliminação imediata de situações que ofereçam risco à população.


O artigo 9º da norma determina que, após a comunicação de um problema ou notificação da Prefeitura, a desobstrução da via e a eliminação do perigo devem ocorrer de imediato, enquanto a regularização completa deve ser concluída em até 72 horas.
Embora a legislação exista, a realidade demonstra que sua aplicação ainda enfrenta dificuldades. Cabos baixos, fios abandonados e postes em condições precárias continuam sendo encontrados em diversos pontos da cidade.
O episódio reforça que criar leis é apenas parte da solução. Para que cumpram seu objetivo, é indispensável que o Poder Público exerça a fiscalização, identifique os responsáveis, aplique as penalidades previstas e exija o cumprimento das obrigações. Afinal, quando a prevenção falha, o próximo acidente pode não terminar apenas com uma cirurgia, mas com uma tragédia.

