Brasil cai nas oitavas e revolta torcedores

Derrota para a Noruega expõe críticas à geração atual, ao trabalho de Carlo Ancelotti e ao ciclo mais frustrante da Seleção em Copas recentes

A eliminação do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, caiu como um duro golpe para os torcedores, comentaristas e narradores. A campanha, considerada a pior desde 1990, reacendeu uma discussão que já rondava a Seleção: afinal, esta é a pior geração da história da camisa amarela?

Entre os comentários, o sentimento predominante é de frustração. Para André Silva, a comparação com outras Copas escancara a perda de qualidade técnica. Ele relembrou a Seleção de 1982, que mesmo sem o título encantou, e a de 1990, eliminada por uma Argentina liderada por Maradona, mas com jogadores que depois fariam parte do Tetra. Na avaliação dele, as últimas cinco Copas revelam gerações perdedoras, com Neymar como talento isolado, mas sem liderança coletiva.

Zé Alberto Andrade também vê uma safra desequilibrada, especialmente nas laterais e no meio-campo. Apesar de reconhecer qualidade no ataque, com Vinícius Jr., Endrick, Estêvão e Rodrygo, ele alerta que as seleções de base não indicam renovação animadora.

Marcelo De Bona adota tom mais cauteloso. Para ele, é difícil definir se esta é a pior geração, mas não há dúvida de que faltam laterais, protagonistas e jogadores acima da média. Segundo ele, a evolução de outras seleções também precisa ser considerada, sem que isso torne eliminações precoces algo normal.

Leonardo Oliveira discorda da tese de falta de talento. Em sua visão, o problema foi a ausência de ciclo organizado, continuidade e trabalho bem desenvolvido. Já Diogo Olivier foi mais duro: para ele, esta é, sem dúvida, a pior geração, pela falta de qualidade e de peças em posições fundamentais.

A derrota deixou marcas. Mais do que a queda, o que incomodou foi a sensação de que o Brasil perdeu identidade, protagonismo e respeito no cenário mundial.

Fonte e fotos: GZH; Google