37 anos de dedicação encerrados em uma ligação telefônica
José Maria Modesto e Clícia Chagas negam ter pedido desligamento e denunciam afastamento sem diálogo, respeito ou reconhecimento
Os médicos José Maria Modesto e Clícia Chagas Modesto divulgaram notas de esclarecimento após serem desligados dos atendimentos realizados nos postos de saúde de Taquaritinga. Pai e filha contestam informações de que teriam solicitado a saída e classificam a forma como os credenciamentos foram encerrados como inesperada, injusta e desrespeitosa.

A ginecologista e obstetra Clícia Chagas Modesto relata que, na manhã de quarta-feira, 15 de julho, deslocava-se normalmente para atender as pacientes agendadas quando foi informada de que seu credenciamento havia sido encerrado. Segundo ela, a decisão a impediu de iniciar os atendimentos daquele dia e de continuar trabalhando nas unidades pelas quais era responsável.

O urologista José Maria Modesto afirma ter recebido a notícia por meio de uma ligação telefônica, sem qualquer conversa anterior. O médico destacou que dedicou 37 anos ininterruptos à saúde pública do município e lamentou a ausência de diálogo e de reconhecimento por quase quatro décadas de serviços prestados à população.
Nas notas, os dois profissionais afirmam que continuavam cumprindo normalmente suas obrigações, apesar de os pagamentos aos médicos credenciados estarem atrasados havia aproximadamente três meses. Ambos ressaltam que nunca abandonaram os atendimentos ou deixaram de comparecer ao trabalho.
Os médicos agradeceram o carinho e a confiança recebidos da população ao longo dos anos e manifestaram o desejo de que a assistência à saúde continue sendo oferecida com qualidade e responsabilidade. O caso também levanta questionamentos sobre a valorização dos profissionais e a forma adotada pela administração para comunicar decisões que afetam médicos e pacientes.

