A Saúde faz sua parte. E a população?

Enquanto Daniele Sigolli, Helen do Valle e a Secretaria da Saúde multiplicam esforços, a baixa procura pelo Papanicolau ameaça a parceria com o Hospital de Amor

Não é aceitável que Taquaritinga corra o risco de perder uma parceria tão importante com o Hospital de Amor de Barretos simplesmente porque parte da população não participa das campanhas de prevenção.

No ano passado, a meta de exames de Papanicolau quase não foi atingida, comprometendo diretamente o convênio que garante atendimento especializado às mulheres do município. Neste ano, o alerta está novamente aceso: sem uma adesão maior, Taquaritinga poderá colocar em risco um serviço que previne doenças, permite o diagnóstico precoce e salva vidas.

A Secretaria Municipal de Saúde está fazendo sua parte. As enfermeiras Daniele Sigolli e Helen do Valle, responsáveis pelo programa, vêm se desdobrando para alcançar a meta, organizando campanhas, mobilizando equipes e levando o atendimento até os locais de trabalho.

Mas é preciso dizer com clareza: não há campanha que funcione sem participação. Não adianta cobrar atendimento público de qualidade e, quando o serviço é oferecido, ignorar os chamados da Saúde.

O Papanicolau é um exame rápido, simples e fundamental para detectar precocemente alterações que podem evoluir para o câncer do colo do útero. Deixar de realizá-lo não é apenas descuido individual. Diante da meta exigida, a baixa adesão também pode prejudicar todas as mulheres que dependem da parceria com Barretos.

Daniele, Helen e toda a equipe merecem aplausos pela dedicação. Porém, esforço público não faz milagre sozinho. A Saúde está indo até onde as mulheres estão. Agora, é indispensável que elas atendam ao chamado.

“Estamos levando o exame até as mulheres, ampliando horários e criando novas oportunidades de atendimento, mas precisamos que a população participe, porque atingir essa meta significa preservar o convênio com o Hospital de Amor e, acima de tudo, salvar vidas”, destacou o secretário municipal de Saúde, Denis Machado.

Perder um convênio que salva vidas por falta de participação seria lamentável.