Copa do Mundo e Olimpíadas no contexto geopolítico

Os Jogos Olímpicos remetem à Grécia Antiga, em Olímpia, dos séculos 8 ao 5.º a.C. Em 1894, o francês Barão de Coubertin fundou o Comitê Olímpico Internacional – COI, a primeira Olimpíada foi em 1896, Atenas, com 43 países.
O futebol entrou nos Jogos de Paris, 1900, como “exibição”, e passou a “valer” em Saint Louis, 1908. O sucesso nos Jogos de 1924, Paris, e 1928, Amsterdã, vencidos pelo Uruguai (daí o apelido “Celeste Olímpica”), levou à criação da primeira Copa do Mundo, em 1930, Uruguai, com 13 equipes.
A escolha dos locais segue preceitos distintos; a FIFA indica onde será a Copa, já as Olimpíadas, sobretudo a partir da década de 1970, aponta um movimento de “afirmação” geopolítica dos países-sedes.

Os Jogos de 1972, Munique, a Alemanha Ocidental supera o vexame dos “Jogos do Nazismo” de 1936; em 1976, Montreal, o Canadá se mostra o país moderno; 1980, Moscou reafirma o poder da União Soviética na Guerra Fria (EUA lideraram o boicote de vários países); não por acaso, 1984, Los Angeles, os EUA se contrapõem à União Soviética (que, em represália, liderou novo boicote); 1988, Seul, Coreia do Sul propaga sua ascensão socioeconômica; 1992, Barcelona, a vez da Espanha promover seu protagonismo; 1996, Atlanta, primeira depois do fim comunismo soviético, os EUA estampam a vitória na Guerra Fria; 2000, Sydney, a Austrália como a nação do séc. 21; (Atenas, 2004, foge à regra, a comemoração dos 100 anos dos Jogos); a geopolítica volta em 2008, Pequim, por óbvio, a China; 2012, Londres, a tentativa da Europa de “reconquistar” sua importância; 2016, finalmente, a América do Sul, no Rio de Janeiro; Tóquio 2020, o Japão se impondo, principalmente à vizinha China.
As Olimpíadas e as Copas do Mundo têm muitas diferenças; no futebol, países subdesenvolvidos se sobrepõem às potências, o que não se vê nas Olimpíadas – EUA, Rússia, China dominam o quadro de medalhas e são insignificantes nas Copas.
Eis a magia do futebol!

