LIÇÕES DA NATUREZA

As mudanças climáticas são consequências do aquecimento global, aumento anormal da temperatura da Terra, causado pela ação humana, notadamente pela queima de combustíveis fósseis e desmatamentos descontrolados, que derretem geleiras, elevam o nível e aquecem a temperatura dos Oceanos, desencadeando eventos climáticos extremos – secas prolongadas, inundações, ondas de calor/frio, tempestades, que podem destruir ecossistemas inteiros.

Em 1992, o Brasil esteve na vanguarda, ao sediar a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente (Eco-92), no Rio de Janeiro, com líderes de 178 países, que gerou a Convenção da Biodiversidade e a Convenção do Clima. Em 1997, foi realizado o Protocolo de Kyoto; em 2015, os Acordos de Paris.

Governantes negacionistas, como Trump, Milei e Bolsonaro, boicotaram os acordos internacionais e as políticas ambientais. Apesar das evidências, o combate ao aquecimento global seguiu longe de ser consenso na população de muitos países, provavelmente porque parecia um assunto distante, que não afetava o cotidiano das pessoas.

Isso vem mudando. Europa e EUA têm enfrentado calor nunca visto; o Brasil, antes “imune” a grandes desastres naturais, passou a ver enchentes homéricas no Sul, furacões em Santa Catarina, calor escaldante em Porto Alegre e São Paulo, frios congelantes no Mato Grosso do Sul – a sensação de que o “clima enlouqueceu”.

Nesta sexta-feira (24), os taquaritinguenses tivemos um “encontro” com o fenômeno global – a súbita tempestade de granizo e o vendaval que parecia um furacão destruíram infraestruturas e amedrontou a todos. Felizmente, ninguém se feriu; talvez, não teríamos a mesma sorte se tivesse acontecido à tarde, em vez de madrugada, quando estávamos em casa e não nas ruas.

Havemos de tirar duas lições: nos conscientizarmos da realidade das mudanças climáticas; e exigir das autoridades municipais que estejam preparadas para o desafio de enfrentar os próximos desastres, que inevitavelmente se repetirão.