DE VOLTA À GUERRA

Por: Luís José Bassoli – advogado, professor e jornalista

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, já dizia que os EUA são incapazes de cumprir acordos, principalmente se seus interesses econômicos estão em jogo.

É o que estamos vendo com o Irã: Washington rompeu, unilateralmente, o Protocolo de Entendimento, mediado pelo Paquistão, e voltou a atacar instalações iranianas no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária revidou com ondas de drones e mísseis balísticos às bases americanas no Kuweit, Catar e Jordânia. Trump ameaçou destruir estruturas civis e dar “uma surra” no inimigo; Teerã respondeu que retaliará à altura.

O grupo Houthis, do Iêmen, se juntou aos iranianos e atingiu navios da Arábia Saudita no Mar Vermelho; o exército saudita se juntou aos americanos e bombardearam tropas aliadas do Irã, instaladas no Iraque. A escalada teria levado os EUA a interromperem os ataques; especialistas afirmam que os EUA consumiram expressiva quantidade de mísseis, por isso, a trégua é para dar tempo de reabastecerem seu arsenal. O general chefe do Comando Europeu dos EUA alertou que “faltam forças para defender Israel”.

Por enquanto, Israel e Irã estão em cessar-fogo, não se sabe por quanto tempo.  A única certeza é que a paz na região voltou a ser uma quimera, um sonho cada vez mais distante.

(Com: Neutrality Studies; Brasil247; G1 e agências).