UMA COLETIVA NEM TÃO COLETIVA ASSIM
Prefeitura reúne parte da imprensa para prestar contas sobre a Situação de Emergência, mas falha na comunicação e deixa veículos de fora

Coletiva de imprensa, como o próprio nome indica, deveria ser uma reunião aberta aos órgãos de comunicação. Mas, em Taquaritinga, até aquilo que deveria ser simples parece seguir caminhos tortuosos.
Na manhã ou tarde desta quarta-feira, 5 de agosto, secretários municipais envolvidos nas ações decorrentes da Situação de Emergência realizaram uma prestação de contas e responderam a perguntas de jornalistas. O Jornal Opinião, porém, não foi comunicado e muito menos convidado.
A ausência de convite não seria tão estranha se a Prefeitura não mantivesse uma assessoria de imprensa e um grupo de WhatsApp criado justamente para estabelecer contato com os veículos de comunicação. Era por esse canal que a coletiva deveria ter sido divulgada. Não foi.
Pelas imagens publicadas nas redes sociais, participaram do encontro alguns representantes da imprensa. A secretária de Promoção Social coordenou os trabalhos e também se pronunciaram representantes das secretarias de Obras, Meio Ambiente e Administração.




A pergunta inevitável é: por que somente alguns veículos foram chamados? Houve escolha? Esquecimento? Falta de organização? Outros órgãos também ficaram de fora?
Uma administração pública não pode tratar informações de interesse coletivo como se fossem destinadas a um grupo selecionado.
Não se trata de privilégio, favor ou convite para uma festa particular. Trata-se do direito da imprensa de acompanhar os atos do poder público e, principalmente, do direito da população de receber informações por diferentes canais.
Em um momento delicado, após uma tempestade que deixou prejuízos e tantas dúvidas, a Prefeitura deveria ampliar a transparência, não restringi-la.
Se era coletiva, faltou ser coletiva. E, mais uma vez, aquilo que poderia ser resolvido com organização e uma simples mensagem acabou se transformando em mais um exemplo de como a comunicação da administração municipal consegue complicar até o óbvio.
Fonte: Jonas Batista

