Dívida de quase R$ 150 mil ameaça fornecimento da merenda escolar

Empresas notificaram a Prefeitura e deram prazo para a regularização dos pagamentos, mas não tiveram resposta

O fornecimento de alimentos para a merenda escolar de Taquaritinga corre risco de ser suspenso por falta de pagamento. Documentos encaminhados à Prefeitura apontam débitos que somam R$ 149.471,71, referentes a leite, carnes, frangos, frios, farinha e outros produtos destinados à Cozinha Piloto Municipal.

As empresas fornecedoras notificaram formalmente a administração sobre a inadimplência. Parte das cobranças está vencida há mais de 30 dias, sem liquidação ou pagamento. Somente os pedidos de leite totalizam R$ 61.452,00, enquanto carnes e frangos representam R$ 45.817,65. Também existem R$ 23.409,56 em farinha e produtos estocáveis, além de R$ 18.792,50 em carnes e frios.

Nas notificações, datadas de 5 de agosto, os fornecedores concederam prazo de cinco dias úteis para que a Prefeitura apresente uma previsão oficial de pagamento. Sem resposta ou providências concretas, alertaram para a possibilidade de interrupção temporária das futuras entregas.

A merenda escolar é financiada principalmente por recursos federais do Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE, com complementação obrigatória do município. Apesar disso, a dívida continua pendente, enquanto a Prefeitura publica frequentemente justificativas para quebrar a ordem cronológica e pagar outros fornecedores.

A Prefeitura publica com frequência no Diário Oficial justificativas para a quebra da ordem cronológica de pagamentos, permitindo a quitação de outras despesas antes de débitos mais antigos. A repetição desse procedimento aumenta os questionamentos sobre os critérios adotados pela administração, principalmente porque a pendência envolve alimentos destinados aos estudantes e pode comprometer um serviço essencial da rede municipal.

O problema se soma aos atrasos envolvendo salários de ativos e inativos, vale-alimentação, repasses ao IPREMT e plano de saúde da Santa Casa. Agora, a crise financeira pode atingir diretamente os estudantes da rede municipal, especialmente aqueles que dependem da alimentação servida nas escolas.