MOTIM E FUGA PRESIDENCIAL
Dois acontecimentos recentes sugerem uma grave crise nas forças armadas dos EUA


Marinheiros do porta-aviões USS Abraham Lincoln, após 8 meses embarcados, se rebelaram, com sinais de “fadiga e esgotamento mental”. Há relatos de 5 tentativas de suicídio, a pior crise desde os distúrbios no USS Kitty Hawk, 1972, na Guerra do Vietnã. O Pentágono não confirmou a informação, mas anunciou que o Abraham Lincoln será substituído pelo USS George Washington.

O outro foi a “fuga” de Trump, após a Cúpula da OTAN, na Turquia. O presidente embarcou no Air Force 1, na frente das câmeras, saiu pelos fundos, e foi levado, escondido num furgão, a outro avião. A CIA temia um ataque de guerrilheiros ligados ao Irã.
Os eventos atingiram a credibilidade da USNavy e USAF. Os poderosos porta-aviões não dão conta do Irã; o motim indica que os Fuzileiros Navais (Mariners) não têm mais o preparo que lhe deram a fama de melhor tropa de elite do mundo. O Air Force 1 é considerado a mais segura aeronave de transporte de autoridades já construída – aparentemente, a CIA não acredita nisso.

O ex-Oficial de Inteligência dos Fuzileiros Navais e ex-Inspetor de Armas da ONU, Scott Ritter, aponta a decadência militar americana, e não poupa a tripulação do Abraham Lincoln: “A guerra é a pior tragédia da humanidade, o soldado tem que estar pronto para matar e morrer, não lhe cabe discutir as ordens e sim cumpri-las”.
Para Ritter, a fuga de Trump é “a maior demonstração de covardia de um presidente na história dos EUA” – salvou a si e deixou os outros para trás, entre eles, os secretários de Estado, Marco Rubio, e do Tesouro, Scott Bessent.
Com a economia superada pela China, o dólar deixando de ser moeda exclusiva no comércio internacional, o revés no Irã, e a desmoralização ética mundo afora, resta aos EUA seu poderio bélico para sustentar-se como hegemon. Porém, imagem de uma frota naval vulnerável e de um presidente “fujão”, são mais um passo ao declínio do Império.
(Com: Danny Haiphong; Glenn Diesen; Neutrality Studies; CNN; DCM et al.)

