Guilherme Franco e Pedro Curti recebem homenagens no Centro Cultural São Pedro

Noite reuniu memória, reconhecimento e dança com a abertura oficial do 18º CRIARTE

O Centro Cultural São Pedro viveu uma noite de memória, emoção e arte nesta quinta-feira (20). A programação começou com a recolocação do quadro de Pedro Curti no hall de entrada, com a presença de familiares. Falando em nome da família Curti, Manuel Curti destacou a importância da homenagem e da preservação da memória de seu avô.

Na sequência, foi inaugurada a placa em homenagem a Guilherme José Franco, personagem fundamental na história cultural do município. Em nome da família Franco, o adolescente Raul Corrêa participou da solenidade, representando os familiares do homenageado.

Falando em nome dos amigos de Guilherme, Marcos Bonilla relembrou histórias dos tempos em que ambos trabalhavam pela manutenção das atividades do cinema. Guilherme faleceu em 19 de agosto de 1997, há 29 anos, e foi o idealizador da ACULTA – Associação Amigos da Cultura e do Meio Ambiente de Taquaritinga.

Bonilla contou que se encontrava diariamente com Guilherme para escolher os filmes e tratar dos assuntos do cinema. Na época, as latas com as películas eram buscadas na rodoviária e os filmes precisavam ser preparados nas bobinas. As sessões tinham intervalos até que Miguel Dois Contos criasse uma engrenagem maior, permitindo a exibição sem interrupções.

Em sua fala, Bonilla também destacou a participação de diferentes administrações na preservação do Cine São Pedro: Tato Nunes, que alugou o prédio para a ONG administrá-lo; Paulo Delgado, que viabilizou a aquisição por desapropriação amigável; e Vanderlei Mársico, responsável pela ampla reforma, com apoio de Dimas Ramalho e do deputado Baleia Rossi. Também citou a participação do prefeito Fúlvio Zuppani em seus dois mandatos.

Fúlvio afirmou que a homenagem era mais do que merecida e ressaltou que Pedro Curti e Guilherme Franco fazem parte da história do Cine São Pedro.

Na sequência, foi aberto o Criarte 2026, com apresentação da São Paulo Companhia de Dança. O programa reuniu diferentes linguagens, passando pelo balé clássico e por obras contemporâneas. Entre os trabalhos apresentados, o produtor explicou ao público elementos técnicos das coreografias, como giros, saltos, equilíbrios e movimentos de grande exigência dos bailarinos.

O espetáculo também apresentou criações contemporâneas de coreógrafos brasileiros, com propostas que abordam desde a liberdade de experimentação e a relação entre os bailarinos até referências culturais e sociais. Uma das obras convidou o público a refletir sobre as “três casas”: o próprio corpo, o espaço onde se vive e o planeta compartilhado por todos.

Fotos: Jornal Opinião e JB Lima