Em entrevista a Auro Ferreira, Beto Girotto comenta pedido de cassação do prefeito de Taquaritinga
Presidente da Câmara falou no Microfone Aberto sobre representação apresentada por Valmir Carrilho; Véio Modesto entrou ao vivo para defender cobranças ao Executivo

O presidente da Câmara Municipal, Beto Girotto, falou nesta segunda-feira (24), em entrevista ao jornalista Auro Ferreira, no programa Microfone Aberto, da Rádio Massa, sobre o pedido de cassação do prefeito Fúlvio Zuppani, protocolado pelo ex-vereador Valmir Carrilho.

Girotto afirmou que recebeu Valmir na Câmara, mas que ainda não havia analisado integralmente o documento. Segundo ele, a representação seguirá o trâmite interno, passando inicialmente pelo departamento jurídico da Casa para análise de sua regularidade.
Na avaliação inicial do presidente, o pedido possui caráter predominantemente político-administrativo e aborda questões como atrasos de pagamentos, repasses a entidades, consignados e demora nas respostas a requerimentos. Beto ressaltou que, até o momento, a Câmara não recebeu apontamento do Ministério Público que, em sua avaliação, apresente elementos criminais capazes de sustentar uma cassação.
Beto Girotto fez uma análise crítica da situação administrativa do município. Segundo ele, a Prefeitura enfrenta um cenário “muito complicado”, com falta de planejamento e dificuldades que acabam refletindo diretamente no trabalho dos vereadores. Disse ainda, que esperava uma gestão “mais dinâmica e mais objetiva” e defendeu mudanças urgentes na equipe do Executivo, com pessoas qualificadas para determinados setores.

Durante a entrevista, o vereador Véio Modesto entrou ao vivo e apresentou posição mais crítica. Ele citou atrasos, falta de respostas a requerimentos, emendas impositivas, contratos emergenciais e afirmou já ter encaminhado mais de 20 denúncias ao Ministério Público. Para o vereador, a situação exige providências e redução efetiva de gastos.

Beto disse concordar com parte das críticas, mas defendeu cautela para que qualquer medida seja adotada com fundamentação jurídica. “Tem que fazer a coisa dentro da legalidade, dentro da Justiça”, afirmou.

