Jornal da Cidade ouve Fúlvio Zuppani sobre crise na UPA e atraso no pagamento de médicos
Em entrevista ao programa comandado por Clóvis Hipólito, o prefeito afirma que unidade manterá urgência e emergência e aponta bloqueios judiciais de cerca de R$ 8 milhões como agravante da crise financeira


O Jornal da Cidade, programa da Rádio Cidade FM 92,9, apresentado pelo jornalista Clóvis Hipólito, levou ao ar nesta terça-feira uma entrevista realizada por Jonas Batista, diretamente do gabinete do prefeito de Taquaritinga, Fúlvio Zuppani, sobre a situação financeira do município e, principalmente, o atendimento da UPA 24h Wilson Rodrigues.

Fúlvio afirmou que a unidade deverá concentrar seus serviços nos casos de urgência e emergência, enquanto consultas de menor complexidade devem ser direcionadas às Unidades Básicas de Saúde. “O tratamento de urgência e emergência não deve parar”, declarou o prefeito, ressaltando que esta é a função primordial da UPA.
Durante a reportagem, o Jornal da Cidade questionou também o atraso no pagamento dos médicos, que, segundo informado no programa, ocorre desde abril de 2026. Os profissionais são contratados por meio da empresa terceirizada GH Prestadora de Serviços Ltda., que continua prestando os serviços. Fúlvio admitiu dificuldades para regularizar os compromissos e disse que o município depende da terceirização por não possuir quadro efetivo suficiente para assumir a operação.
Ao explicar a situação financeira, o prefeito apontou os bloqueios judiciais como um dos principais fatores que comprometem o caixa municipal. Segundo ele, foram “praticamente em torno de R$ 8 milhões de bloqueio”, além de outras dívidas acumuladas. Em uma das declarações mais fortes da entrevista, Fúlvio resumiu a realidade enfrentada pela administração: “A prefeitura tem que honrar, mas não tem dinheiro”. Em outro momento, comparou a situação a alguém que “está se afogando” e recebe ainda mais pressão enquanto tenta reorganizar as contas.
Ao Jornal da Cidade, o prefeito informou ainda que uma equipe técnica trabalha na elaboração de um “plano de resgate econômico” para o município, que deverá orientar novas medidas para enfrentar a crise financeira.

