PLACAS TAMBÉM CONTAM A HISTÓRIA
Polêmica após publicação do Jornal Opinião mostra que preservar registros de diferentes administrações é preservar a memória da cidade
A publicação do Jornal Opinião sobre placas que não estavam mais em seus locais de origem provocou comentários, questionamentos e muita discussão nas redes sociais. Mas, acima da polêmica, existe uma questão que merece ser observada com serenidade: placas de inaugurações e obras públicas fazem parte da memória de uma cidade e não pertencem a governos, partidos ou prefeitos.
Uma das situações envolve a placa da inauguração da Praça Guilherme Franco, realizada na administração do então prefeito Paulo Delgado. Retirada por vândalos, ela foi encontrada por um morador, Marcos Bonilla, que a levou à Prefeitura para que fosse encaminhada à Secretaria Municipal de Serviços Gerais. Entretanto, não voltou ao local.

Outro caso ocorreu no Centro Cultural São Pedro. A placa referente à restauração do prédio, realizada durante o governo Vanderlei Mársico, permaneceu durante anos no hall de entrada, mas não estava mais no local.
Após a repercussão, o secretário municipal de Cultura e Turismo, Jhonatas Fidelis, afirmou desconhecer o paradeiro da placa do Centro Cultural e se comprometeu a procurá-la. Encontrou e recolocou. Segundo ele, não existe qualquer intenção de apagar realizações de outras administrações e todas as placas de que tinha conhecimento foram preservadas.

O secretário também informou ter localizado a placa da Praça Guilherme Franco e que pretende reinstalá-la ainda nesta semana.
É justamente assim que uma questão pública deve ser tratada: o jornal aponta, o poder público verifica e, quando necessário, corrige.
Pouco importa qual prefeito inaugurou uma praça, restaurou um prédio ou realizou determinada obra. Se aconteceu, faz parte da história.
Preservar essas placas não significa homenagear governos. Significa respeitar a memória de Taquaritinga.

